sexta-feira, 26 de junho de 2015

O enigma do "quem sou eu"

Fonte: WeHeartIt

Hoje eu acordei querendo descobrir. Descobrir pessoas, cores, músicas, filmes, sons. Acordei querendo procurar todas essas coisas. E posso dizer que me dei uma missão: a de me descobrir. Há algo mais interessante nessa vida do que saber quem somos? Ou pelo menos buscar por quem possamos ser. Frequentemente tenho me deparado com frases do tipo: “Cada pessoa é única.”, e também “O que importa é quem você realmente é.” E para essas frases eu me pergunto: o que me faz única? Quem eu realmente sou? Enigmas. Talvez o que eu seja esteja no que os outros veem. Ou no que pensam que veem. Mas e quanto a mim? Deveria ver alguma coisa.
Tão difícil responder a um “Quem você realmente é?”. Me desculpem, mas ainda não descobri. Mas vontade não falta. Cada dia é um passo dado em direção à descoberta de quem eu sou. Ou eu sou ou eu não sou. Não existe. Não existem pessoas concretas. Apenas pessoas reais. Que se descobrem à medida que a vida passa.
Acho que assim chego à conclusão de que não somos uma coisa para o resto da vida. Nascemos com a influência de nossos pais, vamos à escola e recebemos descobertas de nossos professores e amigos. Crescemos, nossas concepções, vontades, sonhos e ambições mudam. Então por que dizer que temos que saber quem somos? Onde foi para a beleza da vida de descobrir algo novo em cada um de nós?
Conhecem aquele amigo (ou inimigo) da vida? O tempo? Talvez seja sobre eles que estou tentando falar. Não dizem que o tempo passa tudo? Exatamente. O tempo voa. O tempo trás, o tempo leva, o tempo some com as coisas. E isso é bom. É bom saber que amanhã é um novo dia. É bom saber que com o tempo vou recolhendo as descobertas de quem eu sou. O tempo nunca foi melhor. Quem foi, ou deixou de ser, ou quem será melhor, somos nós. Ah o tempo... ele não age sozinho. Ele é apenas um fator para nos conhecermos.
E uma certeza que eu tenho é a de que temos que nos preocupar com nós mesmos. Parar de nos preocupar com o descobrimento alheio. A vida não é tão longa para passarmos tanto tempo interessados com a busca do “quem eu sou” do outro. Assim como já dizia Oscar Wilde “Sou a única pessoa no mundo que eu realmente queria conhecer bem.”. Afinal, de que adianta querer conhecer o outro se ao menos eu nem me conheço?
Me prolonguei demais. O tempo está passando. Preciso ir, vou me descobrir. Quer dizer, descobrir uma parte de mim. Já já eu volto.
                

             Espero que tenham gostado do texto, vou tentar não sumir mais. Beijos!


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